O fenômeno climático El Niño costuma ser associado a eventos extremos em diferentes partes do mundo. No entanto, seus efeitos variam de acordo com a região e podem trazer impactos distintos para a agricultura.
Segundo reportagem publicada pela Forbes Brasil em 26 de junho de 2026, baseada em um relatório da Oxford Economics, o Brasil e a Argentina estão entre os países que podem registrar efeitos favoráveis para culturas como milho e soja durante um novo episódio do fenômeno.
América do Sul aparece entre as regiões menos vulneráveis
De acordo com a reportagem da Forbes Brasil, publicada em 26 de junho de 2026, a Oxford Economics avaliou os impactos potenciais do El Niño em cerca de 20 mercados emergentes.
No estudo, a América do Sul foi classificada como a região menos vulnerável aos efeitos econômicos do fenômeno. Entre os países analisados, Brasil e Argentina aparecem entre os menos expostos aos impactos negativos e com potencial para condições mais favoráveis ao desenvolvimento de lavouras de milho e soja.
Condições climáticas podem favorecer algumas culturas
O relatório citado pela Forbes indica que o El Niño pode proporcionar condições climáticas mais favoráveis para determinadas regiões produtoras da América do Sul.
Segundo a análise, esse cenário pode beneficiar principalmente as culturas de milho e soja, dependendo da intensidade do fenômeno e das condições climáticas observadas durante a safra.
Os efeitos, entretanto, não são uniformes e podem variar entre diferentes regiões produtoras.
Alimentos frescos podem sentir impactos temporários
Ainda conforme a reportagem da Forbes Brasil (26/06/2026), o relatório aponta que produtos frescos podem registrar oscilações de preços de curto prazo em função das alterações climáticas provocadas pelo El Niño.
Por outro lado, a análise não prevê escassez de grãos decorrente do fenômeno para países como Brasil e Argentina.
Brasil está entre os menos expostos à inflação causada pelo El Niño
Outro ponto destacado pelo estudo da Oxford Economics é que o Brasil figura entre os países menos expostos aos impactos inflacionários associados ao El Niño.
Segundo a análise, a estrutura da produção agrícola sul-americana reduz parte dos riscos observados em outras regiões do mundo, embora os efeitos do fenômeno continuem dependendo de sua intensidade e duração.
Monitoramento climático continua sendo fundamental
Embora o relatório apresente perspectivas favoráveis para parte da produção agrícola brasileira, especialistas destacam que o comportamento do El Niño deve continuar sendo acompanhado ao longo da safra.
O monitoramento das condições climáticas permanece essencial para produtores, cooperativas e empresas da cadeia do agronegócio, já que a intensidade do fenômeno pode influenciar o desenvolvimento das lavouras e o planejamento das operações agrícolas.
Fonte: Forbes Agro