O agronegócio brasileiro segue ampliando sua capacidade produtiva. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 11 de junho de 2026, a produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas está estimada em 350,4 milhões de toneladas, um crescimento de 1,2% em relação ao ano anterior e o maior volume da série histórica.
A soja é o principal destaque da safra, com produção estimada em 174,6 milhões de toneladas, também um recorde histórico. Os dados confirmam o crescimento da produção agrícola brasileira e destacam a evolução da infraestrutura de armazenagem que acompanha esse cenário.
Centro-Oeste concentra metade da produção nacional
O levantamento do IBGE, publicado em 11 de junho de 2026, aponta que o Centro-Oeste permanece como a principal região produtora de grãos do país, com 175,9 milhões de toneladas, o equivalente a 50,2% da produção nacional.
Na sequência, aparecem as regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Norte. O estudo também mostra que Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais concentram, juntos, 79,7% da produção brasileira de grãos.
Os números demonstram a relevância dessas regiões para o abastecimento das cadeias produtivas do agronegócio e para o desempenho da produção nacional.
Capacidade de armazenagem também apresenta crescimento
Na mesma divulgação, em 11 de junho de 2026, o IBGE apresentou os resultados da Pesquisa de Estoques, indicando que a capacidade de armazenagem agrícola do Brasil atingiu 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, crescimento de 1,1% em relação ao semestre anterior.
O levantamento também registrou aumento de 0,5% no número de estabelecimentos armazenadores, que passou para 9.668 unidades em todo o país.
Esses dados mostram a evolução da infraestrutura de armazenagem destinada ao atendimento da produção agrícola brasileira.
Silos e armazéns graneleiros ampliaram capacidade nas últimas décadas
Outro destaque da divulgação do IBGE de 11 de junho de 2026 é a evolução da capacidade instalada de armazenagem ao longo dos últimos 28 anos.
Enquanto a capacidade dos armazéns convencionais apresentou redução de 56,9%, os armazéns graneleiros registraram crescimento de 151,4%, e os silos ampliaram sua capacidade em 469,7% no mesmo período.
Segundo o instituto, essa evolução acompanha a expansão da produção nacional de grãos, que passou a utilizar, de forma predominante, estruturas mais adequadas para o armazenamento desse tipo de produto.
Produção e infraestrutura evoluem lado a lado
Os dados divulgados pelo IBGE em 11 de junho de 2026 mostram um cenário de crescimento da produção agrícola brasileira e de expansão da infraestrutura de armazenagem ao longo das últimas décadas.
O levantamento mostra que a expansão da produção agrícola brasileira ocorre em paralelo ao crescimento da infraestrutura de armazenagem. Nesse cenário, silos e armazéns graneleiros ocupam papel cada vez mais relevante na conservação dos grãos e na organização da cadeia pós-colheita.
Fonte: IBGE